Argentino Semeador de Discordia
quinta-feira
hum, hoje estive à meia maquina o dia inteiro, a bebedeira de ontem não me deixou ileso, em dias como hoje as coisas se movem num ritmo mais lento, nada acontece e fico perdido em pensamentos desconexos, até tive ideias interessantes mas acho que são coisas de psicopata.
Seria interessante fazer um show no dia do jogo Argentina X Brasil(8 de junho) marcar o show para esse dia e arrumar um lugar onde se possa ver o jogo, então seria o programa completo, jogo e depois no mesmo lugar o show, seria interessante, principalmente se eu conseguisse descobrir mais argentinos ligados ao punk rock, quando digo mais, quero dizer alguem além de mim, ia ser engraçado, porque eventualmente haveria perdeção de linha e meu lado barrabrava ia aflorar, pensando nisso voltei no tempo, lá pra 98 ou 99, não tenho muita certeza, inverno, na epoca que ia em todos os jogos do boca que eu podia, isso em buenos aires, inverno rigoroso boca X velez no estadio do velez, um frio fudido, 4a feira era jogo da libertadores, saí do trabalho e fui direto, sozinho, ninguem ia encarar essa roubada sabendo que o boca tinha perdido o primeiro jogo, mas eu, firme e forte decidi ir, um choripan e umas cervejas na porta, esta frio, veio, muito frio e o estadio do velez é pequeno, entrando passo na revista e eles tomam meu isqueiro, durante uma epoca, você não podia entrar com isqueiros nos estadios de futebol, regra idiota essa inclusive, mas tudo bem, continuei a travessia, mal alimentado, porque choripan (alias, choripan é linguiça de churrasco no pão franês) é muito bom, mas não alimenta, minha mãe vivia dizendo isso.
Eu, no meio de uma pequena, não tão pequena, mas pequena aglomeração de torcedores do boca em certo momento do jogo sobre um gordo de una 150 quilos, bebado com seus quase 40 anos em uma pequena trave de metal, conhecida popularmente como paraavalancha para ficar "animando" a torcida, conduzia os gritos, xingava, entre outros, um verdadeiro barrabrava, em uma dessas ele cai, quando prestes a subir de novo ele me pega pelo braço e diz "nao deixa eu cair, hein porra, se eu cair vou te descer a porrada" ou qualquer generico, não tive tempo de recusar, de contraargumentar, martin kim, com seus 53 ou 54 kg (acabava de sair da minha fase vegetariana que me deixou com 50 kg, então isso era em 98) segurando o mastodonte bebado, obviamente, ele caia de 5 em 5 minutos, em uma dessas distraçoes eu me afastei, ele foi me buscar e me puxou pelo braço, tenho uma afliçao enorme com pessoas desconhecidas, ou pessoas que eu nao gosto encostando em mim, é indescritivel, nessa que ele me puxa um outro barrabrava intervem ao meu favor, diz qualquer coisa pro gordo que ele me solta, vira pra mim e diz ou voce duela com o gordo ou sai fora discretamente, nao precisou dizer duas vezes, na hora, andando vagarosamente e de lado sai de perto, fiquei em um cantinho isolado vendo o jogo ate o final, comi outro choripan, passando um frio do cacete, incentivando o time e olhando pro gordo ao longe.
Boca perdeu mas voltei pra casa aliviado.
nao, eu nao acentuo absolutamente nada (mentira)
segunda-feira
ando a mil, ainda não tive tempo de respirar, tantas e tantas e tantas e tantas voltas, indas e vindas, pessoas que surgem com um proposito especifico e depois desaparecem com ares de missão cumprida, maravilha.
dizem que ando zen, mentira, a verdade é que ultimamente me importo apenas com o que é realmente importante, parece ridiculo mas, para pra pensar você se preocupa apenas com o que é importante ou qualquer coisa, por minima que seja que dê errado acaba com seu humor? hummmmmmmm, sinceramente, pensa bem,..., he he he, crueldade isso, talvez, mas não me importa (não pretendia ser tão tematico, mas tudo bem).
como eu já disse, casa nova, novas perspectivas, um alivio que nunca senti, ainda estou me acostumando com essa vida zen, ainda nao me acostumo em me sentir bem ao chegar em casa, beber algo e ficar lendo sem a ansiedade, sem ter que procurar algo para fazer, sem ficar pensando no que pode dar errado no que pode dar certo, na maré de sorte ou azar, as coisas andam simples, assim como eu nunca foi e as coisas nunca foram, simples.
simplesmente eu, sem paranoias, sem stress, sem hiperatividade, simplesmente a minha vida, mal ou bem vivida ainda me diverte
